Claudio Mascaro

Notas

O que o push garante, e o que fica por conta do humano

A especificação do Push API resolve o problema técnico de alcançar o dispositivo com o aplicativo fechado; o problema de alguém ver e agir na hora continua inteiro do outro lado.

A documentação do Push API descreve exatamente o que o mecanismo compra: "The Push API gives web applications the ability to receive messages pushed to them from a server, whether or not the web app is in the foreground, or even currently loaded, on a user agent".

É uma garantia forte e estreita. Ela cobre o trecho entre o servidor e o dispositivo, e para exatamente aí. O que acontece depois — a tela acender no bolso de alguém que está em reunião, dirigindo, dormindo ou com o telefone no silencioso — não é um problema que a especificação se propõe a resolver, porque não é um problema de software.

Multiplicar canais melhora a chance de a mensagem ser vista, e é por isso que disparar por vários caminhos ao mesmo tempo faz sentido. Mas os canais compartilham o mesmo destinatário. Três notificações para uma pessoa indisponível continuam sendo zero atendimento, e a redundância de canal pode inclusive dar a sensação de robustez que a operação não tem.

A conclusão prática é sobre onde investir a próxima hora de trabalho. Se as notificações já chegam, o gargalo deixou de ser entrega, e mais um canal não move nada. O que move é o que existe do lado humano: quem está de plantão, em que janela, e o que o sistema faz quando a resposta é ninguém.