Perguntar de novo é um defeito de estado, não de conversa
Existe mecanismo declarado para o dado que já está na sessão preencher o formulário sozinho; quando a repergunta acontece, o que falhou foi a propagação do estado, não o entendimento da frase.
A repergunta — o sistema pedindo o que o visitante já informou — costuma ser diagnosticada como falha de compreensão. Na maior parte das vezes é falha de estado.
A documentação de parâmetros do Dialogflow CX descreve a propagação esperada: "When a page initially becomes active, and during its active period, any form parameter with the same name as a session parameter is automatically set to the session parameter value". Ou seja: o que já está conhecido na sessão preenche o campo correspondente sem que ninguém pergunte nada.
A distinção importa porque aponta para lugares de conserto diferentes. Se fosse compreensão, o trabalho seria no reconhecimento da mensagem — exemplos, extração, modelo. Sendo estado, o trabalho é em outra coisa: garantir que o valor capturado em qualquer ponto da conversa seja escrito na sessão com o mesmo nome que o formulário espera, e que a etapa de coleta consulte o que já existe antes de perguntar.
Há um detalhe de nomenclatura que decide o resultado e passa despercebido: o casamento é por nome. Um valor guardado como email não preenche um campo chamado e_mail. Boa parte das reperguntas que parecem inteligência insuficiente é, no fundo, um nome escrito de dois jeitos.
Para o visitante, nada disso é visível. Ele vê um sistema que não presta atenção — e essa é a única leitura disponível para quem está do lado de fora.